É fácil presumir que a teoria dos germes das doenças chegou totalmente formada com Louis Pasteur e Robert Koch. Os livros de história adoram essa narrativa. É mais limpo. Mas está errado.
Agostino Bassi viu primeiro.
Nascido em 1773 perto de Lodi, onde hoje é a Lombardia, Itália, Bassi não era apenas um cientista. Ele era um solucionador de problemas. A indústria da seda na Itália e na França estava perdendo dinheiro. Uma doença chamada mal de segno – conhecida como muscardina – estava destruindo as populações de bichos-da-seda. Os riscos económicos eram reais. As perdas foram devastadoras.
Bassi começou a investigar em 1807. Ele não tinha ideia do que iria encontrar. Ele passou 25 anos nisso. Vinte e cinco anos de experimentação. De ver vermes morrerem. De olhar através de microscópios até seus olhos arderem.
Sua conclusão mudou a medicina para sempre, mesmo que o mundo não tenha percebido imediatamente.
“Muitas doenças de plantas, animais e do homem são causadas por parasitas animais ou vegetais.”
Essa foi a generalização que ele fez. Foi a teoria dos germes. Muito antes de Pasteur ou Koch.
A crise do bicho-da-seda
A doença mal de segno era misteriosa. Tornou os bichos-da-seda rígidos e brancos. Eles morreram. A indústria estava desmoronando. Bassi percebeu que a doença era contagiosa. Ele se espalhou por contato. Ele se espalhou através de alimentos infectados.
Ele identificou o culpado. Era um fungo microscópico e parasita. Ele o chamou de Botrytis paradoxa. Hoje a conhecemos como Beauveria bassiana.
Isto não foi um palpite. Foi uma evidência.
Ele provou que um organismo vivo, e não um vago “ar ruim” ou desequilíbrio, estava matando os vermes. Isso desafiou diretamente as ideias predominantes da época. Foi um trabalho perigoso. Foi um trabalho impopular.
Publicando a Prova
Bassi publicou suas descobertas em 1835. O livro foi intitulado Del mal del segno, calcinaccio o moscardino. Em inglês: “A Doença do Signo, Calcinaccio ou Muscardine.”
Ele não apenas descreveu o fungo. Ele prescreveu métodos para pará-lo. Ele disse aos agricultores como prevenir a propagação. Os métodos funcionaram. Os bichos-da-seda pararam de morrer em massa. A indústria se estabilizou.
Esse sucesso lhe rendeu honras. Mas também o tornou invisível para os gigantes da ciência.
Pasteur é responsável pela descoberta de que os microrganismos causam doenças. Ele fez. Mas Bassi fez isso dez anos antes. Bassi fez isso com um fungo em vermes. Pasteur fez isso com antraz e pebrina do bicho-da-seda mais tarde. Bassi lançou as bases. Ele mostrou que a teoria dos germes se aplicava a plantas, animais e humanos. Ele conectou os pontos.
Por que isso é importante
Lembramos os nomes que conseguiram o financiamento. Os nomes que publicaram nas revistas certas, na hora certa. Bassi recebeu honras por curar os bichos-da-seda. Mas ele não recebeu o crédito pela teoria.
Essa é uma lacuna na história da ciência. Um significativo.
Bassi antecipou em uma década o trabalho de Pasteur. Ele mostrou que as doenças são causadas por organismos específicos e identificáveis. Ele mudou a ciência do miasma para a microbiologia