O mais novo foguete de carga pesada da Europa, o Ariane 6, completou sua primeira missão com potência total em 12 de fevereiro, entregando 32 satélites para a constelação de banda larga do Projeto Kuiper da Amazon em órbita baixa da Terra (LEO). O lançamento, realizado a partir do Porto Espacial Europeu em Kourou, na Guiana Francesa, constitui um marco significativo para a Agência Espacial Europeia (ESA) e o seu contratante, Arianespace.
Ariane 6: um avanço na capacidade de carga útil
Esta missão utilizou a configuração Ariane 64, que se distingue pelos seus quatro foguetes propulsores sólidos. Esta variante pode transportar mais de 20 toneladas métricas para LEO – aproximadamente o dobro da capacidade do Ariane 62, que voou anteriormente, que apresentava apenas dois propulsores. O aumento da capacidade posiciona o Ariane 6 como um ator-chave no crescente mercado de lançamentos de satélites.
O programa Ariane 6 está em testes desde o seu voo de estreia, em julho de 2024, com quatro missões operacionais concluídas no ano passado. O lançamento de hoje foi a primeira implantação comercial do foguete, que anteriormente serviu a espaçonaves operadas pelo governo. Ele também apresentava a maior carenagem de carga útil já usada no veículo.
A constelação de Kuiper da Amazon toma forma
Os satélites implantados hoje contribuem para o Projeto Kuiper da Amazon, uma megaconstelação de banda larga projetada para competir diretamente com o Starlink da SpaceX. O objetivo final é implantar mais de 3.200 satélites para fornecer acesso global à Internet. A Amazon planeja contar com vários fornecedores de lançamento, incluindo SpaceX, United Launch Alliance, Blue Origin e Arianespace, para atingir esse objetivo.
Este lançamento representa a oitava missão dedicada ao Kuiper, elevando o número total de satélites implantados para 185. O investimento da Amazon em infraestrutura de satélites sublinha a crescente procura por serviços de Internet baseados no espaço.
Esta missão confirma a capacidade da Europa de colocar cargas úteis substanciais em órbita, solidificando a sua posição no competitivo mercado de lançamento de satélites.
O sucesso da missão Ariane 64 demonstra a capacidade da Europa para competir no sector espacial comercial. Com maior capacidade e implantações comerciais, o Ariane 6 está preparado para desempenhar um papel importante em futuros lançamentos de satélites.
